Identificando e Reagindo à Idolatria

A idolatria nem sempre surge de um pensamento pecaminoso, por isso é necessário reconhecer os desejos do nosso coração e nos voltar à Palavra de Deus em busca da vontade do Senhor.

Quando o assunto são os desejos do coração, é muito possível afirmar que todos entendem um pouco sobre eles. Afinal, quem não deseja algo na vida?

Agora, será que os nossos desejos são sempre pecaminosos? A resposta é: não, com certeza não! Todo desejo que está de acordo com a verdade da Palavra é genuíno e glorifica a Deus, certo? O problema é que, infelizmente, além dos desejos pecaminosos (Tiago 1.13-15), somos rápidos em tornar um desejo genuíno e puro em pecaminoso e contrário à vontade revelada de Deus.

O problema é quando a vida passa a ser vivida e encarada a partir desse desejo.

Pense comigo naquela pessoa que tem o desejo de se casar e constituir uma família. Nós concordaríamos que é um desejo correto e bíblico (Gênesis 1.28; 2.24), não é mesmo? Mas, então, qual é o problema? O problema é quando a vida passa a ser vivida e encarada a partir desse desejo. Ou seja, o “desejar” ter alguém ao seu lado não é pecado, mas torna-se quando ele governa a sua vida de tal forma que se tornou alvo do amor e adoração, quando apenas Deus deveria ser (Mateus 22.36-38; João 4.24).

Entendendo o que é idolatria

Chamamos esse desejo de “ídolo” ou “idolatria”. Por definição, ídolos não são apenas estátuas de pedra, mas pensamentos, desejos, anseios e expectativas que adoramos no lugar do verdadeiro Deus. Ídolos fazem com que ignoremos o verdadeiro Deus para buscar aquilo que pensamos que precisamos.

Identificamos um ídolo quando afirmamos: “Serei realmente feliz se eu tiver ou fazer….”. Em nosso exemplo, a pessoa colocaria: “… se eu me casar”. Infelizmente, essa pessoa acredita que precisa mais de alguém ao seu lado do que de Deus. Isso mostra que Deus não é suficiente e que, em alguma medida, não vai suprir a necessidade que ela tem.

Como reagir diante da idolatria

Viver a partir de desejos, paixões e ídolos traz tristes e duras consequências (Tiago 4.1-3), por isso pergunto a você: será que você tem adorado algo que não é Deus? Quais são os ídolos que você tem carregado? É tempo de fazer uma análise pessoal e ir até o Senhor como o salmista fez em Salmos 139.23-24, clamando: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”.

Reconhecer um ídolo não deve nos levar ao desespero, mas sim ao arrependimento que gera vida.

Reconhecer um ídolo não deve nos levar ao desespero, mas sim ao arrependimento que gera vida. Quando percebemos que um desejo genuíno (como o casamento) subiu ao trono do nosso coração, é preciso reconhecer e confessar, isto é, admitir que colocamos o desejo acima de Deus (1João 1.8-10).

A verdadeira liberdade não está em deixar de desejar, mas em ordenar nossos desejos para que todos eles orbitem ao redor da glória de Deus (1Coríntios 10.31). Talvez você se pergunte: como fazer isso? Através da Palavra de Deus. Ela guiará e ajudará você a lidar e ordenar os desejos para que Deus seja glorificado (cf. 2Timóteo 3.16-17; Tiago 1.19-27).

Autor

  • Thiago da Mata é formado em teologia pelo Instituto Bíblico Peniel e mestre em aconselhamento bíblico pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV), em Atibaia/SP. É missionário da Palavra da Vida no Rio Grande do Sul desde 2018 e deão acadêmico do Seminário Bíblico do Sul desde 2023. É casado com Pâmela, com quem tem três filhos.

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