“Portanto, se você estiver trazendo a sua oferta ao altar e lá se lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você, deixe diante do altar a sua oferta e vá primeiro reconciliar-se com o seu irmão; e então volte e faça a sua oferta.” (Mateus 5.23-24).
Como é possível oferecer ofertas a Deus com a consciência tranquila se a comunhão com o próximo está destruída? Isso não dá certo! Isso é hipocrisia! A Palavra de Deus se opõe a isso.
Vale mencionar também 1João 4.19-21: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: ‘Amo a Deus’, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. E o mandamento que dele temos é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão”. Deus é invisível, e é muito mais difícil amar alguém invisível do que alguém visível.
Não devo procurar conversar com o irmão apenas quando tenho algo contra ele, mas também quando tenho a impressão, e isso me ocorre antes de me apresentar ao altar, de que ele tem algo contra mim. Se Deus me mostrar claramente uma culpa pessoal em relação a uma determinada pessoa e a colocar no meu coração antes de eu me apresentar diante do altar, devo resolver essa questão.
Mas o que devo fazer se o irmão ou a irmã não aceitar meu pedido de desculpas e não quiser saber de reconciliação comigo? Há uma regra bíblica muito clara a esse respeito: “Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todas as pessoas” (Romanos 12.18). Devemos dar o primeiro passo para a reconciliação e fazer o que estiver ao nosso alcance, aproximando-nos do irmão ou da irmã. O que o outro fizer a partir daí está nas mãos de Deus e também é de responsabilidade da própria pessoa. Nossa influência termina aí.
Não podemos forçar o outro a se reconciliar conosco. Deus também não espera isso, mas devemos mostrar que estamos dispostos à reconciliação.
Eu também já fiz isso várias vezes na vida. Em alguns casos, a outra pessoa reagiu disposta à reconciliação; em outros casos, infelizmente, não. Mas, como já disse, isso já não está mais ao meu alcance. Não podemos forçar o outro a se reconciliar conosco. Deus também não espera isso, mas devemos mostrar que estamos dispostos à reconciliação.
Hoje, a ceia do Senhor é comparável ao sacrifício no templo. A ceia do Senhor é uma lembrança do sacrifício do Senhor Jesus Cristo na cruz do Gólgota. É bom que procuremos, antes de tudo, esclarecer nossas relações pessoais e interpessoais – e só depois receber a ceia.
É muito importante que nos apresentemos à ceia do Senhor com fé e com a consciência limpa. Como já foi dito: devemos contribuir para a reconciliação, na medida do possível. Mesmo que haja uma falta de reconciliação persistente da parte do outro, podemos, ainda assim, participar da ceia do Senhor. Se o outro permanecer irreconciliável, isso é culpa dele perante Deus, não mais minha.
Autor
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Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.
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