“E Deus disse: ‘Façamos o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os animais que rastejam pela terra’.” (Gênesis 1.26)
É preciso prestar atenção a cada palavra do versículo acima. Não está escrito “à nossa imagem, igual a nós” – nós não somos Deus. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Uma fotografia mostra apenas um reflexo da realidade; ela não é idêntica à realidade. Da mesma forma, o ser humano é semelhante a Deus, mas não é igual a Deus.
O desejo do Diabo, por outro lado, é seduzir o homem a pensar que pode se tornar igual a Deus: vocês serão como Deus (Gênesis 3.5). Porém, isso já não é mais ser imagem de Deus, mas ser igual a Deus. Essa é a perversão da vontade criadora de Deus. Da semelhança deve surgir a identificação – uma diferença essencial. O homem, porém, é semelhante a Deus, criado à sua imagem.
Da semelhança deve surgir a identificação.
Com a Queda, a semelhança com Deus foi perdida. O homem se afastou de Deus e está morto em seus pecados. Todavia, por meio do Filho de Deus, a imagem de Deus é restaurada. Lemos sobre isso em Colossenses 1.15-17:
“Ele [Jesus Cristo] é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.”
Por meio de Cristo entramos em comunhão com o Pai. Comunhão não significa identificação, mas sim relacionamento, outra diferença essencial. Não nos tornamos idênticos ao Pai em nossa essência, mas semelhantes a ele. Ser criado à imagem de Deus é a maior honra que um ser humano pode receber.
O pecado destruiu nossa semelhança com Deus; por isso, precisamos nos converter e aceitar Jesus Cristo, pela fé, como a imagem perfeita de Deus. Dessa forma, recuperamos a semelhança com Deus que havia sido perdida.
Autor
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Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.
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