Ódio, Inveja, Ciúme e Ira

“Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não mate.’ E ainda: ‘Quem matar estará sujeito a julgamento.’ Eu, porém, lhes digo que todo aquele que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem insultar o seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem o chamar de tolo estará sujeito ao inferno de fogo” (Mateus 5.21-22).

O assassinato começa no coração, através do ódio, da inveja, do ciúme e da ira. A ira é o ápice de todos esses sentimentos negativos. Em algumas pessoas, essas características estão tão enraizadas que já se tornaram traços de caráter. É terrível quando as pessoas estão tão amarguradas que não conseguem se libertar do ódio. É por isso que a Bíblia nos exorta repetidamente a receber um coração de carne, para nos libertarmos do coração de pedra. Nosso coração deve ser amolecido e descongelado pelo amor de Cristo.

Dois exemplos, primeiro sobre ciúme e inveja: talvez um colega de trabalho seja melhor do que eu; ou um colega de turma escreva trabalhos melhores do que eu; ou um atleta do clube tenha um desempenho melhor do que o meu – e eu não consigo ser o primeiro. É assim que as pessoas pensam. Então, o que acontece às vezes? Deseja-se que o concorrente, que sempre nos impede de ficar em primeiro lugar, desapareça. Ele ou ela simplesmente não deve mais estar lá! Isso já não é assassinato em pensamento?

Nosso coração deve ser amolecido e descongelado pelo amor de Cristo.

Agora, um exemplo sobre ódio e ira: alguém me ofendeu, me magoou, disse coisas ruins sobre mim. O que fazer? Como lidar com isso? Retribuir com as mesmas armas? Desejar o mal a essa pessoa?

Não. Como discípulos de Jesus, a resposta deve estar clara: oramos por essas pessoas, pois, se elas mentirem no que disseram, o próprio Senhor intervirá. Não devemos nos vingar. Quando somos atacados polemicamente (o que, infelizmente, às vezes acontece também entre cristãos), devemos responder com objetividade e com o amor necessário. Se não agirmos assim, o inimigo ganhará poder sobre nós.

A ira é particularmente repreensível entre irmãos na fé, uma vez que o mesmo Espírito Santo habita naqueles que verdadeiramente creram e nasceram de novo. O Espírito de Deus não pode lutar contra si mesmo. Ele não pode estar em desacordo consigo mesmo ou mesmo matar-se pela ira. O Senhor Jesus enfatizou: um reino que está dividido perecerá! Não pode haver raiva duradoura entre cristãos. As contendas devem ser resolvidas. De preferência ainda hoje!

Autor

  • Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.

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