A Importância do Coração na Oração

“E, orando, não usem vãs repetições, como os gentios; porque eles pensam que por muito falar serão ouvidos. Não sejam, portanto, como eles; porque o Pai de vocês sabe o que vocês precisam, antes mesmo de lhe pedirem.” (Mateus 6.7-8)

Acabar falando demais é um risco especialmente grande nas reuniões de oração, mas também na oração pessoal. Claro que tem gente que, por natureza, costuma orar mais ou menos (assim como tem pessoas extrovertidas e introvertidas). Não devemos julgar isso de forma generalizada. No entanto, Jesus deixa claro que a oração que é ouvida não se baseia em muitas palavras, como as usadas em fórmulas, repetições, liturgias e rituais. A oração que é ouvida tem como base a atitude correta do coração, ou seja, o amor a Deus e às pessoas pelas quais oramos.

A oração que é ouvida tem como base a atitude correta do coração, ou seja, o amor a Deus e às pessoas pelas quais oramos.

Existem, nas diversas religiões, inúmeros rituais de oração, litanias e liturgias. Ora, orações pré-formuladas não precisam ser, por princípio, ruins. Em igrejas mais tradicionais, existem muitas vezes livros que contêm orações pré-formuladas para as diversas ocasiões da igreja, como casamentos, funerais etc. Eles podem, sem dúvida, ser uma ajuda para o liturgista e, muitas vezes (não sempre!), são formuladas com base bíblica, de modo que quem ora possa internalizá-las no coração. O risco, porém, é grande de que essas orações sejam apenas repetidas mecanicamente e não sejam, de fato, orações que partem do coração.

Seja uma oração pré-elaborada ou de sua própria autoria, o importante é que seja feita com o coração.

Autor

  • Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.

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