As Nove Vestimentas de Jesus

“Cuidado com os escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças” (Marcos 12.38). “O que vocês foram ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que vestem roupas finas moram nos palácios reais” (Mateus 11.8). Um exame das vestimentas do Senhor e sua importância.

Quem observa retratos ou imagens de nobres, oficiais ou celebridades percebe que todos querem se apresentar da melhor maneira possível. Artistas apresentam-se sobre o tapete vermelho nas vestimentas mais dispendiosas ou excêntricas, com curiosas tatuagens e penteados estilosos. Não importam os custos – alguns até se submetem a cirurgias estéticas a fim de corresponder à imagem ideal, muitas vezes definindo tendências que os seus fãs passam a imitar.

Às vezes, pessoas ricas e influentes se vestem de forma surpreendentemente singela, enquanto pessoas com poucos recursos usam vestimentas caras, assim frequentemente criando uma imagem falsa.

Jesus também usou diferentes vestimentas na sua vida e morte, e creio que Deus quer nos transmitir uma mensagem mais profunda por meio desses detalhes.

1. Sua primeira vestimenta

“E isto servirá a vocês de sinal: vocês encontrarão uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (Lucas 2.12).

O consolo de Deus para a salvação não poderia ser maior. Deus se apresenta como um de nós – “aquele que foi manifestado na carne” (1Timóteo 3.16). O Criador torna-se criatura. Ele nasce em nosso favor e morre por nós. Que medida terá um amor que se entrega tão integralmente?

Antigamente, muitos canhões exibiam a expressão latina ultima ratio regum (“último argumento dos reis”). No entanto, o maior argumento de Deus não é a violência, mas o seu amor. Seu “projétil amoroso” é a cruz. Com isso ele literalmente nos “dispara” em direção ao céu.

É como se eu ouvisse Jesus declarar: “Meu amor por você é tão grande que quero levar uma vida imortal e eterna com você. E, para conseguir isso, escolho uma vida mortal”.

O sinal consiste em que Jesus se torna carente de cuidados como qualquer outro ser humano. Ele precisou ser segurado, carregado e alimentado. Aprendeu a andar e falar. A diferença decisiva é que ele não nasceu em pecado.

Jesus sabe o que significa ser homem. Ele foi tentado como nós, conhece todas as nossas necessidades, impressões, altos e baixos, nossos perigos, nossa tristeza e alegria – mas em tudo isso ele permaneceu sem pecado.

Se há alguém que nos conhece e que realmente pode nos ajudar, é ele.

Meu tio era engenheiro civil numa grande empresa. Certo dia ocorreu um problema: os pedreiros não conseguiam avançar numa determinada tarefa. Meu tio então vestiu botas por cima da calça do terno dele e pôs a mão na massa (ele tinha treinamento anterior como pedreiro). Desde então, ele gozava da maior autoridade junto ao seu pessoal. Ele ajudava não só com instruções teóricas de cima para baixo ou com novos planos arquitetônicos, mas olho no olho, diretamente no meio do serviço, da perspectiva dos pedreiros.

2. O avental de linho

“Levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida Jesus pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido” (João 13.4-5).

Qual é a marca identificadora dos cristãos? Um aspecto conservador? Uma cruz suspensa no pescoço? Um peixe colado no carro? A piedade?

A mulher muçulmana pode muitas vezes ser reconhecida por um lenço de cabeça. O judeu ortodoxo é reconhecido por meio da sua vestimenta, o quipá e os cachos do cabelo. E o cristão? O cristão é reconhecido por meio do seu avental.

No contexto da sua atitude, Jesus explica no que constitui a verdadeira marca característica do cristão: “Ora, se eu, sendo Senhor e Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei, que também vocês amem uns aos outros. Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros” (João 13.14,34-35).

Creio que esse é exatamente o ponto em que os cristãos mais fracassam. Em conexão com o amor prático, Jesus também disse: “Se vocês sabem estas coisas, bem-aventurados serão se as praticarem” (João 13.17).

3. Um manto luxuoso

“Mas Herodes, juntamente com os seus soldados, tratou Jesus com desprezo. E, para zombar de Jesus, mandou que o vestissem com um manto luxuoso, e o devolveu a Pilatos” (Lucas 23.11).

Perguntei-me o que teria passado na cabeça de Herodes para fazer algo assim. Toda a pequenez moral dessa famosa e importante personalidade se manifesta aqui.

É uma expressão de toda baixeza moral de uma personalidade de elevada posição. Será que ele queria se destacar diante dos outros?

O ser humano muitas vezes busca força na comunhão.

Parece óbvio que Herodes queria zombar da reivindicação real de Jesus. Pouco antes, Jesus havia respondido à pergunta de Pilatos – “você é o rei dos judeus?” – dizendo que “o senhor está dizendo isso” (Lucas 23.3). Toda a congregação do Sinédrio estava presente ali (Lucas 23.1,10) e agora o acusava diante de Herodes. Diante disso, o rei e seus soldados reagiram tratando-o com desprezo, tornando-o insignificante. Zombaram dele. Herodes se divertiu com ele. E mesmo assim foi suficientemente indiferente para simplesmente devolver Jesus a Pilatos.

Leon Morris comenta: “A zombaria deixou claro que Herodes não levou a acusação a sério. Isso é o que há de realmente assustador nesse incidente. Com o Filho de Deus diante dele, Herodes só conseguiu brincar”.[1] Séculos antes, Isaías profetizara: “Era desprezado, e dele não fizemos caso” (Isaías 53.3).

Essa postura não mudou até hoje.

O que significa Jesus para muitos dos nossos contemporâneos? Há inúmeras publicações que não pretendem nada mais que difamar a verdade sobre ele.

Todavia, esse manto tem um significado mais profundo. Herodes, talvez inconscientemente, antecipou aqui algo do que Jesus verdadeiramente é: Jesus foi vestido com um manto luxuoso usado por candidatos a algum cargo elevado, e assim ele foi enviado de volta a Pilatos.

Quando Jesus estava sobre o monte da Transfiguração, consta que, “enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e a roupa dele ficou de um branco brilhante” (Lucas 9.29). Será que esse envio de Jesus a Pilatos no manto luxuoso foi um ato profético involuntário? Tal como a declaração do sumo sacerdote em João 11.50-51, ou quando o sumo sacerdote rasgou sua veste (Marcos 14.63)?

Há consolo oculto nessa ação: Jesus é o candidato do futuro. Depois do seu sofrimento, Jesus veste um manto glorioso. Com esse manto puro, Jesus foi levado até um gentio – indicando que a justiça de Jesus é acessível também para os gentios. E como esse manto de justiça chega até nós? Não por meio de potestades, mas por Jesus! Ele é o portador do manto da justiça para todos os que nele creem.

Isaías exclama que o Senhor “me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça” (Isaías 61.10). Em Apocalipse, lemos: “Eis grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestes brancas, com ramos de palmeira nas mãos” (Apocalipse 7.9).

No entanto, o caminho até lá passa pelo Calvário.

4. O manto escarlate

“Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o Pretório, reuniram em torno dele toda a tropa. Tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com um manto escarlate” (Mateus 27.27-28).

Algumas traduções dizem “manto vermelho” (NVT) ou “manto carmesim” (TB). O que isso nos lembra? “Porque vocês foram comprados por preço” (1Coríntios 6.20; 7.23); “Sabendo que não foi mediante coisas perecíveis, como prata ou ouro… mas pelo precioso sangue de Cristo” (1Pedro 1.18-19).

No tabernáculo empregou-se muito escarlate/ carmesim (Êxodo 26.1). O véu do templo era feito de carmesim (2Crônicas 3.14).

O carmesim também é ligado ao ambiente anticristão: a grande prostituta Babilônia estava vestida de carmesim (Apocalipse 17.4) e a grande Babilônia comercializava carmesim (Apocalipse 18.12,16).

O manto com que vestiram Jesus era um manto também usado por soldados,[2] o que nos lembra das palavras de Jesus: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28.18).

O carmesim sempre representa riqueza, dignidade e autoridade – em sentido tanto positivo como negativo. Jesus, porém, exalta à máxima dignidade todo o que nele crer. 

Jesus calou-se diante de Herodes, do sumo sacerdote e depois diante de Pilatos (Lucas 23.9; Mateus 26.63; Mateus 27.14). Por que ele não abriu sua boca? Pois, com isso, cumpriu a profecia de Isaías 53: “Como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53.7).

Esse silêncio abriga o maior consolo: Jesus estava disposto a tudo sofrer e assumir por nós.

5. Suas próprias vestes

“Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias roupas. Então o levaram para ser crucificado” (Mateus 27.31).

“Suas próprias roupas” – aparentemente, eram quatro peças (João 19.23). Que roupas eram essas? Foram confeccionadas por mãos humanas, de material terreno, e Jesus as vestiu ao longo de sua vida. Foi a vestimenta em que o Filho de Deus se envolveu para tornar-se inteiramente homem. Ele, por assim dizer, assumiu a nossa pele para ficar próximo de nós. 

Foi também a vestimenta que operou milagres graças à sua presença. Uma mulher tocou em sua capa e foi imediatamente curada (Marcos 5.25-34). A reação de Jesus foi: “Coragem, filha, a sua fé salvou você” (Mateus 9.22). A partir daquele momento a mulher estava curada. 

Havia outros buscando cura: “E pediam-lhe que ao menos pudessem tocar na borda da sua roupa. E todos os que tocaram nela ficaram curados” (Mateus 14.36).

A mulher pode ter sentido vergonha da sua doença e se aproximou dele secretamente, por trás. Outros eram leprosos, aleijados, cegos, surdos-mudos ou possessos. Todos eles, porém, foram consolados e ajudados por Jesus. Ninguém foi rejeitado. Ninguém teve de contribuir com algo.

Jesus não se envergonhou da sua condição humana, e também não se envergonha de você.

As quatro peças de roupa de Jesus tornaram- se símbolo da redenção. Quatro soldados se apossaram delas e as distribuíram entre si (João 19.23). Jesus, que foi condenado por nossa culpa, tornou-se assim a “veste de justiça” para todos os quatro cantos do mundo – para o mundo inteiro. Sem saber, os soldados cumpriram uma profecia milenar: “Repartem entre si as minhas roupas e sobre a minha túnica lançam sortes” (Salmos 22.18).

6. A túnica

“Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, pegaram as roupas dele e dividiram em quatro partes, uma parte para cada soldado; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo. Por isso, os soldados disseram uns aos outros: ‘Não a rasguemos, mas vamos tirar a sorte para ver quem ficará com ela’. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: ‘Repartiram entre si as minhas roupas e sobre minha túnica lançaram sortes’ [Salmos 22.18]. E foi isso que os soldados fizeram” (João 19.23-24).

Menciona-se expressamente que essa túnica era sem costura, tecida de alto a baixo como uma única peça. Enfatiza-se também que eles não queriam rasgá-la. Fato é que a redenção não pode ser fragmentada ou rasgada. Em Cristo ganhamos certeza da salvação. Que consolo, que confiança!

A vestimenta do sumo sacerdote também era confeccionada de modo semelhante: “Faça também a sobrepeliz da estola sacerdotal toda de pano azul. No meio dela haverá uma abertura para a cabeça. Essa abertura será rematada, como a abertura de uma gola, para que não se rasgue” (Êxodo 28.31-32).

A diferença, porém, está em que o sumo sacerdote vestia essa túnica como cobertura visível, enquanto Jesus a vestia sob as outras vestes, de forma invisível. Jesus Cristo é o sumo sacerdote oculto e verdadeiro. Ele veio ao mundo como Filho de Deus, confirmou-se como o Messias de Israel, e foi ficando cada vez mais claro que ele era mais do que isso: o sumo sacerdote do seu povo e o salvador das nações. Com o tempo revelou-se para que ele efetivamente viera.

O sacerdócio de Jesus é indivisível. Ele não pode ser compartilhado – nem com Maria, uma outra mediadora, nem com sacerdotes, o papa, qualquer religião, os pretensos santos ou sacramentos.

Somente ele é o sumo sacerdote. Somente ele é o Redentor.

7. Sua nudez

“Posso contar todos os meus ossos; os meus inimigos estão olhando para mim e me encarando. Repartem entre si as minhas roupas e sobre a minha túnica lançam sortes” (Salmos 22.17-18).

Assim como Jesus foi despido de suas roupas e da sua túnica antes da crucificação, ele ficou suspenso na cruz vestido apenas de um pano na cintura – quase nu.

Corrie ten Boom (1892-1983) relata uma experiência similar no campo de concentração. As prisioneiras precisavam tirar as suas roupas e demais pertences diante de inúmeros soldados e entrar nos chuveiros – isso em meio ao frio do inverno europeu. Mas, de repente, foi como se ela visse Jesus na cruz. Ela percebeu que a Bíblia afirma que os soldados distribuíram suas vestes entre si, e passou a entender um pouco do sofrimento dele. Entendeu que ela mesma passava por uma parte daquilo. Ele ficou dependurado nu ali na cruz – por ela. Quando se conscientizou disso, percebeu algo do oceano de amor que Jesus tinha por nós a ponto de assumir tal castigo pelos nossos pecados. Reconhecer aquilo deixou-a tão grata que conseguia suportar seu próprio sofrimento.[3]

A nudez ilustra o pecado e a vergonha e simboliza o pecado original: “Então os olhos de ambos se abriram; e, percebendo que estavam nus, costuraram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Ele [Adão] respondeu: ‘Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi’. Deus perguntou: ‘Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu da árvore da qual ordenei que não comesse?’” (Gênesis 3.7,10-11).

O primeiro Adão tornou-se pecador, cuja culpa se transferiu a todos os homens. O último Adão, Jesus, pegou na madeira da cruz e foi feito pecado. Jesus tomou sobre si a culpa original da queda no pecado a fim de remover a culpa do homem. Quem crê em Jesus não recebe apenas o perdão dos seus pecados pessoais, mas também do pecado original inato a todos nós.

8. Os lençóis de linho

“Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis [de linho] com os óleos aromáticos, como é costume entre os judeus na preparação para o sepultamento” (João 19.40).

O linho era prescrito para as vestimentas dos sacerdotes (Levítico 6.10; 1Crônicas 15.27). Também a cortinas e o véu do tabernáculo eram feitos de linho (Êxodo 26.1,31,36). Igualmente era usual sepultar judeus falecidos envolvendo-os em linho. Portanto, Jesus foi sepultado como um autêntico judeu.

Depois da ressurreição de Jesus, relata-se o seguinte: “Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no túmulo. Ele também viu os lençóis e o lenço que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte” (João 20.6-7).

O lenço e os lençóis poderiam nos lembrar das obras da Lei: do sacerdócio no Antigo Testamento, do tabernáculo, dos mandamentos e estatutos, das obras e esforços do judeu fiel à Lei. Jesus pôs tudo isso de lado. Ele foi sepultado envolto em linho, mas, em sua ressurreição, despiu-se dos lençóis.

Jesus cumpriu plenamente a Lei e introduziu uma nova aliança. Que imensurável consolo! 

9. Suas vestes de glória

“E, no meio dos candelabros, um semelhante a um filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com um cinto de ouro” (Apocalipse 1.13).

O que começou com faixas para envolver um bebê terminará com a túnica da sua eterna glória. João só pode prostrar-se diante dele. O mesmo João que antes se reclinava contra o peito de Jesus é agora consolado e erguido novamente pelo Senhor. Se os soldados, Herodes, Pilatos e os mestres da Lei soubessem quem estava diante deles – o Senhor da glória –, não o teriam crucificado (1Coríntios 2.8).

Jesus retornará, e então ninguém mais o desprezará (Judas 14-15). Ele vem como o Rei de todos os reis e Senhor de todos os senhores. Diante dele todos os joelhos se dobrarão e confessarão que ele é o verdadeiro e único Senhor. “Todas as nações que fizeste virão, se prostrarão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome” (Sl 86.9).

Apocalipse 1 descreve Jesus em sua glória em comparação com Daniel 10.5-10 e as cartas em Apocalipse:

  • A túnica longa, cobrindo os pés, representa sua absoluta dignidade. Era comum reis vestirem túnicas longas para ocasiões públicas e solenes.
  • O cinto de ouro no peito indica sua condição de sumo sacerdote (Êxodo 29.5) e simboliza sua justiça divina. Ele é o juiz absoluto nomeado por Deus (Atos 17.31).
  • Sua cabeça e cabelo brancos como lã e neve representam respeito, sabedoria, confiabilidade e pureza.
  • Seus olhos como chamas de fogo enxergam tudo.
  • Seus pés como cobre brilhante lembram o altar dos holocaustos, com seus chifres de cobre, posteriormente aspergidos de sangue (Êxodo 27.2). Sua eterna redenção é inabalável.
  • Sua voz como o rugido de muitas águas supera todos os sons. Ele tem a última palavra e é o padrão de toda verdade. Qualquer pretensa verdade será conferida com a dele.
  • As sete estrelas em sua mão direita mostram que ele segura todos os que lhe pertencem e ninguém os arrancará da sua mão (João 10.28).
  • A espada de dois gumes em sua boca representa sua palavra de julgamento que penetra tudo (Hebreus 4.12). Céus e terra passarão, mas suas palavras permanecem. Com sua palavra ele calará todas as nações (Apocalipse 19.14-15).
  • A face que brilha como o sol revela sua autoridade máxima, cujo brilho excede tudo (Mateus 17.2).

Conclusão

Somos, portanto, convocados a nos despir do velho homem e a vestir o novo homem em Cristo: “Quanto à maneira antiga de viver, vocês foram instruídos a deixar de lado a velha natureza, que se corrompe segundo desejos enganosos, a se deixar renovar no espírito do entendimento de vocês, e a se revestir da nova natureza, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4.22-24).

Notas

  1. Leon Morris, Luke: An Introduction and Commentary, TNTC (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1988), p. 339.
  2. Craig L. Blomberg, Matthew, NAC (Nashville: B&H, 1992), p. 414-415.
  3. Corrie ten Boom, The Hiding Place (Toronto; Nova York: Bantam Books, 1974), p. 191-196.

Autor

  • Norbert Lieth nasceu em 1955 na Alemanha, sendo missionário na América do Sul entre 1978 e 1985. Casado, tem 4 filhas. Hoje faz parte da liderança da Chamada da Meia-Noite em sua sede, na Suíça. O ponto central de seu ministério é a palavra profética, sendo autor de diversos livros e conferencista internacional.

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