“Não se esqueçam da prática do bem e da mútua cooperação, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.” (Hebreus 13.16)
Praticar o bem significa fazer o que é bom aos olhos de Deus – com base nos Dez Mandamentos, no Sermão da Montanha e, na verdade, em toda a Escritura Sagrada.
Compartilhar com os outros é uma orientação concreta. Quando alguém adquire bens, há bênção sobre eles se estiver disposto a compartilhá-los com outras pessoas. Deus pode abençoar o trabalho árduo com riqueza. Mas, nesse caso, o abençoado também deve compartilhar parte dela para ajudar o próximo.
A Bíblia menciona várias vezes a décima parte dos lucros como parâmetro para a doação a Deus e para as causas do reino dos céus (para missões, auxílio aos necessitados etc.). A oferta do dízimo não deve ser baseada em uma lei, mas feita voluntariamente. Deve ser uma doação de amor que oferecemos à nossa igreja e às missões.
A oferta do dízimo não deve ser baseada em uma lei, mas feita voluntariamente.
A Bíblia nos apresenta exortações a esse respeito: “Deus ama quem dá com alegria” (2Coríntios 9.7). O Antigo Testamento fala da bênção do dízimo: “Tragam todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa. Ponham-me à prova nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não lhes abrir as janelas do céu e não derramar sobre vocês bênção sem medida” (Malaquias 3.10). Essa é uma grande promessa. Quando damos o dízimo com alegria no coração, o Senhor nos recompensará ricamente à sua maneira: com dons espirituais e também com o sustento material necessário, que ele nos restituirá.
Assim, lemos logo na sequência: “Por causa de vocês, repreenderei o devorador, para que não consuma os produtos da terra, e não deixarei que as suas videiras nos campos fiquem sem frutos, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações dirão que vocês são felizes, porque vocês serão uma terra de delícias, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 3.11-12).
Aqui é descrita a bênção que recai sobre a doação do dízimo da renda. Deus não exige 90%, mas sim a décima parte (10%), que ele nos recomenda de coração. Essa exigência é muito misericordiosa e muito realista, ou seja, fácil de cumprir por não ser um fardo excessivo. Afinal, ainda precisamos sustentar a nossa família – e, por isso, não devemos entregar tudo, mas pelo menos a décima parte.
O Espírito de Deus e o espírito do mundo não se combinam, assim como a luz e as trevas. Se temos apegos a Mamom (ao dinheiro), precisamos nos arrepender, a fim de que sejamos purificados e santificados.
Autor
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Lothar Gassmann nasceu em 1958 na cidade alemã de Pforzheim. É pregador, professor, evangelista e publicista. Escreveu numerosos livros, artigos e canções na área teológica. Desde 2009, é colaborador do Serviço das Igrejas Cristãs (CGD, na sigla original) e editor da revista trimestral Der schmale Weg [O Caminho Estreito]. Completou seu doutorado em teologia em 1992, na Universidade de Tubinga, na Alemanha.
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